Basicamente a coisa mais fácil do mundo é mapear uma unidade ou um compartilhamento qualquer da rede. Tudo o que nós temos que fazer é usar o comando mount, como se eu quisesse montar qualquer unidade local como um cdrom ou um disquete. Atualmente, devido a facilidades enormes como hal e ufs, uma das coisas mais raras para um usuário de sistema Linux, mesmo os mais avançados, é montar dispositivos. Logo, é normal que muitas pessoas ainda não tenham esse conceito bem fixado, pois vamos lá então. Usa-se o comando mount da seguinte maneira. mount /dispositivo/a ser/montado /pasta/onde/deverá_ser/montado Como exemplo: supondo que eu queira montar um velho disquete na pasta /media/floppy. O comando seria algo do tipo: # mount /dev/fd0 /media/floppy Onde /dev/fd0 corresponde ao dispositivo de disquete. Você pode ver uma lista de dispositivos que foram detectados na instalação no arquivo /etc/fstab. Outro macete do mount, e aí que entra a parte das redes, é no tipo de dispositivo a ser montado, como geralmente dispositivos locais são detectados automaticamente, não há muita necessidade em se preocupar com o seu tipo na hora da montagem, como se pode ser notado no comando acima. Quando o sistema não detecta o tipo de dispositivo automaticamente, precisamos indicar através da sintaxe -t. Como exemplo podemos voltar ao bom exemplo do disquete acima: # mount -t vfat /dev/fd0 /media/floppy Onde vfat é o tipo de filesystem do disquete, geralmente, formatados em fat32. Esse é o mesmo filesystem da maioria dos pendrives, o que quer dizer que um pendrive pode ser montado manualmente facilmente através do: # mount -t vfat /dev/sda1 /media/pendrive Simples, né? Agora vem a grande pergunta que não quer calar: E as redes? Como ficam? Basta usar o comando mount com o -t indicando o tipo de compartilhamento que desejamos mapear. Vejamos nos exemplos das páginas seguintes. O fstab é um arquivo que facilita o mapeamento e montagem, passando alguns argumentos existentes na unidade a ser montada. Por exemplo, imaginemos a seguinte linha no fstab que monta o cdrom. #Dispositivo   pasta a montar   filesystem   opções (-o)          ordem    checkagem /dev/hdc        /media/cdrom0   iso9660      ro,user,noauto      0           0 Observe que o comentário na linha superior já explica o que cada coluna corresponde, logo, não vou me ater a explicação. Se você usar o mount e não passar todos os argumentos, o mount vai buscar automaticamente as informações que faltam no fstab. # mount /dev/hdc ou # mount /media/cdrom Isso é suficiente para montar o seu cdrom. Podemos fazer um arquivo fstab que monte todas as unidades de rede. No exemplo abaixo há um arquivo de exemplo que explica tudo. #monta as unidades linux/linux 192.168.1.1:/pacote/   /mnt/linux   nfs    auto,users     0       0 #monta as unidades windows/linux, mas não faz automaticamente. //192.168.1.2/compat  /mnt/xp      smbfs   noauto,users,iocharset=iso-8859-1   0   0 #monta automaticamente as unidades windows 2003. //192.168.1.3/pasta   /mnt/wserver    cifs   auto,users,iocharset=iso-8859-1,username=windowsusers,password=senhadouser   0   0 Traduzindo alguns termos: * iocharset é uma linha que corrige o problema de arquivos acentuados nas distribuições como Debian Lenny e Kubuntu 7.10; * auto e noauto monta automaticamente com o boot do computador ou não. Ficando para a montagem manual; * users, qualquer usuário pode montar e desmontar o mapeamento, não precisando ser root para executar a operação. Conclusão Com isso podemos gerar atalhos e facilitar o acesso a unidades de redes, tornando o uso para os clientes tão simples que fica transparente o acesso a rede, dando a nítida impressão de que se trata apenas de mais uma pasta do computador local mesmo.